domingo, 10 de abril de 2011

Foto Animal! - casulo

Mais um casulo, mais uma foto animal!


 Achei esse casulo muito interessante, porque os 'espinhos' da lagarta se mantiveram após a transformação, como se o casulo fosse uma roupa feita sob medida para essas estruturas saírem.

 Foto difícil de tirar, pois o casulo foi feito na parte alta de um muro do meu quintal. Infelizmente, não consegui flagrar a borboleta saindo dele, mas provavelmente se trata de um indivíduo da família Saturniidae.

 A lagarta que se transformou em casulo é essa:


 Não devemos tocar lagartas que possuam esses 'pinheirinhos' ou 'pêlos', pois podem causar queimaduras e, dependendo do animal, até levar à morte.

domingo, 3 de abril de 2011

Metamorfose: mais um espetáculo da natureza.

A borboleta é um inseto holometábolo, ou seja, o seu desenvolvimento envolve uma metamorfose completa, que ocorre na sequência: ovo - larva - pupa jovem - pupa adiantada - adulto (chamado de imago).

A partir do dia 09/01/2011, meu pai e eu passamos a acompanhar algumas pequenas lagartas que 'surgiram' em um vaso com uma arruda, planta da família Rutaceae.


Espécie observada: Papilio cresphontes 
Nome popular: Borboleta-rabo-de-andorinha-gigante (Giant swallowtail).

Fase 1: as lagartinhas.

Ao observar aquelas (eram 4 no início) pequenas lagartas, nós achávamos que não iriam sobreviver por muito tempo. Apesar da coloração, que faz com que a lagarta se pareça muito com fezes de pássaros, será que aqueles pequenos seres sobreviveriam por tanto tempo? As mais fortes chuvas se passaram, derrubando até árvores, mas não as nossas lagartinhas. Foi depois dessas chuvas se passarem e nada lhes acontecer que eu soube que iria vê-las se tornando borboletas. 



Fase 2: as lagartonas!
No dia 25/01, as pequenas lagartinhas já haviam crescido, principalmente duas, e se tornaram lagartonas. Os pequenos seres que antes mediam pouco mais de dois centímetros agora já tinham no mínimo quatro, e estavam 'encorpados'. O pé de arruda já estava ficando pequeno para as quatro lagartas famintas.



Fase 3: o casulo.
No dia 31/01, havia um casulo, e um problema! Perdemos três das quatro lagartas. A única que restou na arruda era justamente a que menos cresceu. Se logo ela, a menor das quatro, já havia feito um casulo, as lagartonas sem dúvida nenhuma já estavam dentro dos seus, só que o problema era saber onde. Veja abaixo como o casulo se camufla com o caule da arruda, parecendo ser uma de suas ramificações. Após várias tentativas (sem sucesso) de localizar os outros casulos, desistimos e resolvemos voltar toda a nossa atenção para a nossa lagartinha que agora estava dentro de seu casulo, se preparando para voltar ao mundo como uma bela borboleta.


Fase 4: finalmente, a borboleta!
Era dia 16/02, e já estávamos há tempos nos perguntando quando que a lagartinha transformada em borboleta sairia de seu casulo. Foi quando, chegando em casa, fui costumeiramente dar uma olhada no casulo, e me deparei com uma linda borboleta amarela secando suas asas. Chamei meu pai, e juntos observamos a frágil borboleta, que secava suas asas para poder fazer seu primeiro voo. Havia acabado. Uma das lagartinhas que pareciam cocô de passarinho e acabaram com o pé de arruda havia completado sua metamorfose, e agora estava pronta para recomeçar o ciclo da vida das borboletas, com sua última missão: se reproduzir. 




O que aconteceu com a nossa lagartinha (agora uma borboleta), ninguém sabe. Pelas áreas verdes da cidade em que nasceu, tentaria ela sobreviver para poder se reproduzir e deixar uma herança genética para a próxima geração. Em meio a isso, poderia polinizar flores ou ser comida por outro ser vivo, mas de uma coisa nós sabemos. Não havia acabado como disse antes. A lagartinha apenas continuou um ciclo natural, e também nos ensinou o quão importante é a missão de preservar a natureza, para que esses ciclos perfeitos continuem acontecendo, sem um fim e pela vida.

 
E pensar que desse pequeno casulo saiu uma borboleta! A natureza é realmente incrível.

Para observar a metamorfose completa, é importante não interagir com o animal. Não troque-o de lugar ou proteja-o. A natureza fará o que precisa ser feito.

Se você encontrar lagartas em seu jardim, primeiramente não as pegue na mão. Algumas lagartas podem ser venenosas e causar sérias lesões para o homem. Porém, não é necessário matar estes animais. Lembre-se de que ele pode se tornar uma linda borboleta no futuro.
Se mesmo assim não quiser a lagarta, transfira-a para outra planta igual a que ela estava, pois algumas espécies só podem se alimentar de certas plantas.

sábado, 5 de março de 2011

São Vicente - parte 4: últimos registros

Uma pequena sequência de fotos tiradas por mim em S.V., que ilustram o mínimo da beleza do litoral, do nosso país, da natureza.


 Cambacica, ave comum tanto no litoral como nas cidades.

 
 Tesourão. Também conhecido como fragata, se trata de um indivíduo jovem, por causa do peito e pescoço brancos.


 Um dos pequenos caranguejos encontrados em uma grande rocha.


 Bernardo-eremita, ou caranguejo-eremita. Esses crustáceos possuem o abdômen mole, e por isso se apropriam de uma concha para proteção. Quando se sentem ameaçados, se recolhem nela.


O mamoeiro é uma planta de origem da América tropical. O seu fruto, o mamão, é conhecido principalmente pelas suas pequenas sementes pretas. O Brasil é o maior exportador de mamão do mundo.


E para finalizar, um belo início de dia em meio ao canto dos pássaros, dos coqueiros e do mar.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Metamorfose: Fique ligado!


Acompanhamos o crescimento de uma pequena lagarta, passando por casulo e se transformando em uma linda borboleta. Não perca! Em breve, no UrbAnimals.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

São Vicente - parte 3: lesmas

Folhas esburacadas? Encontramos os culpados! Confira!

 

Foi realmente animador filmar essas simpáticas lesmas gigantes em um lindo entardecer no litoral. A umidade presente na mini-floresta do quintal cria um ambiente perfeito para a vida destes animais, que para muitos são considerados nojentos, mas que na verdade são muito interessantes.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

São Vicente - parte 2: os beija-flores

Logo que cheguei, me deparei com diversas espécies de aves no próprio quintal da casa, também, não é para menos! É realmente uma mini-floresta:


Plantas como a helicônia e o coqueiro fazem parte do belíssimo cenário natural que ali foi criado.

 A helicônia também é muito conhecida como bananeira-do-brejo e bico-de-papagaio.


O coqueiro é um membro da família das palmeiras, e é a única espécia classificada no gênero Cocos. O coqueiro realmente é uma planta lindíssima e útil ao extremo! Confira algumas de suas utilidades:
- Seus famosos frutos fornecem a água-de-coco e sua polpa (que é a parte gorda da semente) pode ser comida. 
- Suas folhas são ótimas para fazer cestas e telhados. 
- A fibra do coco pode ser utilizada para a confecção de cordas, tapetes, toalhas e cultivo de plantas. 

Bom, eu falei das plantas e do quintal natural que atrai uma variedade de pássaros. Mas os beija-flores não são atraídos apenas para esse quintal, e sim para um bebedouro que está em um terraço amplo! Mas é claro, mais um exemplo típico dos animais aproveitando o benefício da comida fácil. 
Mas antes de colocar um bebedouro para atrair essas magníficas aves, é importante saber que:
- Os bebedouros devem estar sempre limpos, pois a presença de fungos (geralmente aparecem como pontos de escurecimento nos bebedouros) podem causar doenças aos pássaros. 
- Em períodos de escassez, os beija-flores tendem a se alimentar mais nos bebedouros, e algumas doenças aparecem, resultado da carência de alimentos naturais como néctar e artrópodes. Uma solução que se mostrou eficaz foi colocar uma pitada de sal de cozinha (NaCl) juntamente do açúcar e da água. Apenas uma pitada, pois o exagero de sal prejudica os pássaros. 

Vamos falar agora sobre duas espécies de beija-flor que consegui fotografar. O beija-flor-tesoura e o beija-flor-preto também foram avistados, porém não consegui um bom registro.
 Esse é o beija-flor-de-fronte-violeta. Com cores metálicas e um rabo relativamente curto, é encontrado principalmente nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, bastante comum em áreas litorâneas.

O beija-flor-cinza tem o corpo cinzento e esverdeado. Também é uma ave encontrada principalmente no litoral de estados do Sul e Sudeste. É uma espécie endêmica do Brasil.

Em breve, mais sobre a nossa viagem! Continue ligado no UrbAnimals!